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Porque vegetarianos usam termos como carne, bife, hambúrguer?

É natural quando as pessoas não entendem algo, perguntarem. Ao menos deveria ser.

Estamos vivendo um momento difícil, onde todos sentem-se especialistas em todos os assuntos.

Assim, é comum ouvir pessoas dizendo: “mas se vegetarianos não gostam de comer carne, por que chamam alimentos de “plantas” de carne, linguiça ou bife”?

São alguns os aspectos a serem apontados:

1 – Vegetariano gosta de carne

A motivação para parar de comer carne não é relativa ao sabor. A grande maioria das pessoas que se tornaram vegetarianas ou veganas apreciava os sabores das carnes. Entretanto, em algum momento, despertaram para a dor e a tortura imposta aos animais. Perceberam que filhotes são sacrificados, vacas são condenadas a parir e serem espoliadas, bois são criados para corte, porcos levam vidas miseráveis em gaiolas e galinhas, debicadas ao nascer, para não ciscar, muitas vezes passam a vida toda sem ver a luz do sol. Esse sofrimento (bastante reduzido nesta descrição) é suficiente para que sintam a dor destes animais e decidam não compactuar, não financiar e claro, não ingerir tais produtos.

Estas pessoas, assim como grande parte do grupo, cresceu em casas onde a carne animal estava presente e faz parte de suas memórias afetivas e alimentares.

Assim, é natural que as pessoas busquem produtos que satisfaçam essas lembranças e saudades. Todavia, sem qualquer traço de crueldade com outra vida.

2 – O mix de produtos no prato

Normalmente a alimentação brasileira considera o arroz e o feijão, acompanhado de uma “carne” e uma verdura ou legume.

Aqui entram os produtos vegetarianos, similares aos encontrados no mercado convencional. É possível encontrar linguiças, steaks, bifes, hambúrgueres, etc.

Eles complementam o prato e ajudam as pessoas a desenvolver um novo repertório alimentar.

Atualmente algumas marcas prometem, inclusive, a oferecer o sabor da própria carne.

O mercado vem variado e com opções para todos os gostos e bolsos. Vale a pena se aventurar pelas possibilidades oferecidas.

3 – A referência

Quando uma marca usa o nome clássico de um produto de carne o que ela pretende é deixar claro ao seu consumidor a que se destina aquele item.

Por exemplo, se eu te oferecer polpa de jaca processada, é possível que você logo pense em um suco. Mas se eu te ofereço carne de jaca processada, é possível entender que se destina a alimentação salgada.

Assim é com toda a linha de produtos.

Seria muito mais complicado explicar para que servem: tubos de soja à calabresa, discos de lentilha defumados ou ainda salgado de batata com jaca desfiada...

Desta forma, não é uma postura afrontosa ou transgressora é só uma maneira de facilitar a comunicação.

Aproveite a oportunidade para diminuir ou até excluir a vida dos seus pratos!


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